Datações


       
       
        Introdução
        decaimento constante?
        carbono-14
        carbono-14 ainda não estável

        Carbono-14 em fósseis e diamantes - Um dilema evolucionista
        madeira em basalto   
        datas consistentes?       
   



Datas estranhas (datações que não se coadunam com a coluna geológica) são a regra e não a excepção.  Só são usadas as que estão de acordo com as idades pré-concebidas.  As datações "estranhas" são chamadas de "datas discordantes" e ou são ignoradas ou constroi-se uma explicação para explicar o "erro".
    Existem pelo menos seis métodos radiométricos disponíveis.  A data que se assume que a amostra tem determinará qual o método que será usado porque cada um deles dará um resultado diferente.
    Por exemplo: quando ossos de dinossauro contendo carbono são encontrados, não se lhes faz datação com C-14 porque o resultado seria de apenas alguns milhares de anos.  Visto que isto não estaria de acordo a data assumida baseada na coluna geológica, os cientistas usam outro método de datação de modo a se obter uma idade mais próxima do resultado desejado.  Todos os resultados radiométricos que não estão de acordo com as idades pré-designadas na coluna geológica são rejeitadas.  (Hovind 1998, 47)
   
Podem-se estudar os aspectos físicos da rocha e parte envolvente e tentar, com base num raciocínio uniformitarista, estender no tempo algum processo actual relevante e fazer uma estimativa do tempo que decorreu desde a sua formação.  No entanto, há fortes indícios que apontam para uma formação rápida e catastrófica das rochas em vez de uma formação uniformitarista.
    Na escola foi-nos ensinado apenas um modelo explicativo das origens do universo.  Apenas os processos que parecem apontar para uma terra e um universo com muita idade foram incluídos na nossa instrução.  Os professores acreditaram e ensinaram os seus alunos, já faz meio século, que, por exemplo, a datação com o urânio prova que a terra tem milhares de milhões de anos.  Mas o facto é que estes métodos não são passíveis de verificação experimental, visto que ninguém poderia fazer um registo do decaimento de urânio (por ex.) durante milhões de anos.
    Para se obter uma data considerada pré-histórica é necessário basearmo-nos num processo físico cuja actuação seja suficientemente lenta para ser medida e suficientemente regular para produzir mudanças significativas.  Elaborando então alguns pressupostos poderemos obter uma data a que podemos chamar data aparente.  Se esta data aparente é ou não a data real depende totalmente da validade dos pressupostos.   Visto não haver nenhum processo para testar esses pressupostos não existe nenhuma maneira (excepto por revelação divina) de saber a idade verdadeira de qualquer formação geológica.  Os métodos que mais provávelmente nos darão datas aproximadas às verdadeiras serão aqueles cujos pressupostos tenham menos probabilidade de estar errados.
    Teóricamente existiria um variado número de métodos que poderiam ser usados para medir o tempo, visto todos envolverem mudanças ao longo do tempo (ver anexo .....).  Não é surpreendente que os únicos métodos considerados aceitáveis pelos evolucionistas serem aqueles cujas suposições e cujas "constantes" nos fornecem grandes quantidades de tempo?
    No que diz respeito à idade das formações geológicas e da terra própriamente dita, apenas os processos de decaimento radioactivo são considerados úteis hoje em dia pelos evolucionistas.  Existem vários destes processos, mas os mais importantes são: (1) os métodos urânio-tório-chumbo; (2) o método rubídio-estrôncio, e (3) o método potássio-árgon.  Em cada um destes sistemas, o elemento-pai (por ex. urânio) transforma-se gradualmente no elemento-filho (ex. chumbo), e as proporções relativas dos dois são consideradas como um indicador do tempo que decorreu desde a formação inicial do sistema.
    Para estes e outro métodos de geocronometria é necessário partir dos seguintes pressupostos:
1. O sistema teve de ser um sistema fechado.
    Isto é, não pode ter sido alterado por factores estranhos ao processo de datação; não se pode ter retirado nem adicionado nada ao sistema.
2. No início o sistema não podia ter contido nenhum dos seus elementos-filhos.
    Se algum elemento-filho estivesse presente no início, esta quantidade inicial terá de ser corrigida de modo a se obter um cálculo com significado.
3. As taxas de actuação do processo devem ter sido sempre as mesmas.
    De igual modo, se a taxa de actuação do processo se alterou desde que o sistema foi estabelecido, então esta mudança deve ser conhecida e ter-se-ão de fazer as correcções necessárias para que a datação possa ter algum significado.
Outras suposições podem ser necessárias para outros métodos particulares, mas as três mencionadas acima são sempre necessárias e são extremamente importantes. ...

(Morris 1998, 138)  juntar p.160













Decaimento constante?

O decaimento radioactivo tem sido considerado como sendo um processo constante, que ocorre por transmutação aleatória dos átomos do elemento instável.
    Quando estamos perante um número elevado de átomos existe uma certa certeza estatística de que em qualquer momento um número específico de átomos estará num processo de decaimento ou mudança espontâneo.  Estes números dar-nos-ão a taxa de decaimento mas tudo está baseado no pressuposto de que se trata de um processo aleatório.  No entanto, trabalhos estatísticos levados a cabo por Anderson e Spangler (1973) mostraram que, de facto, o processo de decaimento não é aleatório; isto significa que a taxa de decaimento não pode ser conhecida ao certo, pondo em questão todo o processo de datação radiométrica (Anderson 1972).  Não é de admirar que, apesar de ocuparem postos científicos de responsabilidade, estes autores admitem terem tido dificuldade na publicação dos seus trabalhos e desde então confessaram que este foi "posto de lado, rebaixado, desacreditado ... por virtualmente toda a comunidade científica" (Anderson e Spangler 1974).
    Apesar deste trabalho o resto da fraternidade científica manteve-se fiel à sua crença de que as taxas de descaimento atómico se têm mantido constantes ao longo do tempo.  Desta forma, uma vez que estas taxas de descaimento dos isótopos radioactivos tenham sido determinadas e publicadas, uma confirmação posterior levada a cabo de tempos em tempos não é considerada justificada.  Na verdade, o próprio termo "taxa constante" não promove uma atitude dessas.
    No caso do Urânio 238, a t.d. (taxa de decaimento) e a respectiva constante foi estabelecida há mais de meio século atrás.  O método consistiu em pegar num pequeno cristal do mineral  que continha urânio, tanto zircão como, menos vulgarmente, uraninite, e, através de um contador Geiger, registar o número de partículas alfa libertadas num certo período de tempo, geralmente dois ou três dias; com um simples cálculo aritmético calculam-se o nº de unidades por miligrama da amostra por hora; a taxa de decaimento é então expressa matemáticamente a partir desta informação com o nome de constante de decaimento ou, no termo mais familiar, meia-vida.
    A quantidade de partículas alfa emitidas por hora depende da quantidade de átomos de urânio que estão em processo de decaimento, isto é, depende do tamanho da amostra, razão pela qual a taxa é expressa em "por miligrama".  Contudo, a t.d. diminui lentamente com o tempo, à medida que a quantidade de átomos de urânio diminui, mas, como os períodos de tempo são tão longos, isto nunca foi observado.  Noutras palavra, as únicas medições que existem foram feitas a partir do século 20, enquanto que nos dois ou três dias da experiência, a taxa dá a aparência de ser uniforme.  O tratamento matemático da t.d. utilizado para elaborar a constante de decaimento, ou a meia-vida, retira o efeito do decréscimo do elemento-pai.  É, por isso, assumido que a constante de decaimento tem de facto sido constante durante toda a idade do aglomerado de átomos de urânio presente na amostra.  Este é o pressuposto mais importante e é baseado na constatação que a contagem por mg/hora parece ser constante, quer tenha sido medido nos anos 50 ou nos anos 80 ou numa ou noutra amostra.  Além disso, esta taxa parece não ser alterada nem pela temperatura, nem pela pressão, nem por uma série de outras condições impostas aos materiais radioactivos.  Deverá ter-se presente que o pretensão de uma taxa constante é um grande passo de fé, baseado em observações efectuadas num curto período de anos e que se crê se possa aplicar a processos que levaram milhares de milhões de anos.
(Taylor 296)













Carbono-14

O método do Carbono-14 foi inventado por Willard Libby no início da década de 1950 na Universidade de Chicago.  Embora não sejam de desprezar, os métodos de datação são sobre-valorizados.  Willard Libby disse que o seu método só era correcto para objectos com apenas alguns milhares de anos.
    A radiação cósmica atinge a atmosfera, transformando o Azoto (N14) em Carbono 14 (C14).  Este C14 é radioactivo) pode ser detectado por um contador Geiger).  Este carbono radioactivo mistura-se com o carbono existente na atmosfera, geralmente sobre a forma de dióxido de carbono (CO2).
    As plantas absorvem o dióxido de carbono e este passa a fazer parte dos seus tecidos.  Os animais comem as plantas e o CO2 torna-se parte dos seus tecidos corporais.  Quando a planta ou animal morrem deixam de absorver CO2.
    O carbono radioactivo é muito raro na atmosfera hoje em dia (sómente 0,0000765 % ou à volta de 4,5 quilos no mundo inteiro) e torna-se cada vez mais raro à medida que se decompõe em elementos mais simples.  Metade do C14 decompor-se-á (decairá) em componentes mais simples em aproximadamente 5.730 anos.  A isto chama-se a meia-vida do C14.  No espaço de duas "meias-vidas" (11.460 anos), só existirá um quarto do C14 original no objecto.  Usando o nº de cliques no contador Geiger como guia, os cientistas poderiam determinar a idade de um objecto.  Visto que a atmosfera de hoje produz à volta de 16 cliques por minuto para cada grama de carbono, o contador Geiger deveria assinalar 8 estalidos por minuto se a amostra tiver 5.730 anos e 4 estalidos se tiver 11.460 anos.
    Apesar deste método até aqui parecer funcionar bem, vários pressupostos errados estão na base deste processo.  A maior parte dos outros processos radiométricos partem dos mesmos pressupostos errados:

1) O C14 atmosférico está em equilíbrio: este pressuposto está errado.  A quantidade de C14 na atmosfera continua a aumentar.  Calculou-se que a quantidade de C14 na atmosfera atingirá o equilíbrio (a taxa de formação será igual à taxa de decaimento) dentro de 30.000 anos.
    Além disso, à medida que o campo magnético da terra está a enfraquecer, mais radiação cósmica vai penetrando na nossa atmosfera.  Num contador Geiger, 16 cliques por minuto por grama (16 DPM/Gc) é o típico em seres vivos hoje em dia.  Plantas ou animais que vivessem na terra há 4.000 anos teriam tido muito menos C14 nos seus corpos.  A pequena quantidade de C14 faria com que aparentassem idades milhares de anos mais velhas do que a realidade.  Muitos factores podem afectar a taxa de formação de C14.  O ciclo de manchas solares de 11 anos é um desses factores.

2) A taxa de decaimento é constante: esta suposição foi várias vezes demonstrada como incorrecta.  Porque a taxa de decaimento pode não ser constante, as datas obtidas com o método do C14 só podem ser aceites com caução.

3) Podem ser conhecidos as quantidades originais de C14: muitas vezes esta suposição foi demonstrada estar errada.  Várias zonas da mesma amostra muitas vezes apresentam taxas diferentes.  Várias amostras de seres vivos dão taxas muito díspares.  Alguns vestígios não serão testados com o C14 mesmo que contenham carbono (ver introdução).  Pinguins vivos foram datados como tendo 8.000 anos!  A amostra mais antiga cuja idade é conhecida com independência é a múmia egípcia Hemaka, de 2.700 - 3.100 a.C. (os escritores laicos sobre a antiguidade têm tendência para exagerar as idades, por isso mesmo esta datação é suspeita.)

4) A amostra não foi contaminada durante milhares de anos: esta suposição é muito difícil (senão impossível) de provar.  Elementos pai ou filho podem ter contaminado ou sido retirados da amostra.  Muitos testes laboratoriais confirmaram que isto pode acontecer.  (Hovind 1998, 47)










           
Carbono-14 ainda não estável

É interessante constatar que o Carbono-14 (i.e., o isótopo instável do estável Carbono-12), que tem sido a base para argumentos a favor da antiguidade humana, constitui, de facto, um forte argumento sim, mas a favor de uma terra jovem.  O C-14 é formado na atmosfera pela acção dos raios cósmicos sobre os átomos de Azoto-14 (N-14) do ar.  Contudo, a instabilidade relativa deste C-14 origina que ele comece imediatamente a decair para N-14, a forma isotópica estável do carbono.  A "meia-vida" do C-14 (i.e., o tempo que leva para metade do C-14 de um sistema dado decair de volta a N-14) é aproximadamente de 5.730 anos.  Por isso, depois de mais ou menos seis meias-vidas, ou seja, à volta de 35.000 anos, não existiria práticamente nenhum C-14 para ser medido (alguns cientistas afirmam poder medir quantidades extremamente pequenas até aos 80.000 anos, ou 14 meias-vidas, mas isso é muito duvidoso).
    Portanto, se os raios cósmicos fossem de qualquer modo interrompidos, de modo a não ser gerado mais C-14, levaria, digamos, à volta de 50.000 anos para todo o C-14 da atmosfera, biosfera e hidrosfera decair de volta ao azoto.  Da mesma maneira, se a radiação cósmica fosse iniciada de novo, com a mesma intensidade, levaria 50.000 anos para repor o C-14 a um nível de estabilidade, em que a quantidade sendo produzida mundialmente seria igual à quantidade em decaimento.
    O problema é que todas as medições indicam que o volume mundial de C-14 ainda não atingiu este nível, o que prova que a sua produção só se tem vindo a efectuar há muito menos de 50.000 anos!  Ainda não atingiu o estado de estabilidade, pois ainda se está a incrementar no planeta.  No entanto as datações de artefactos humanos são invariavelmente baseadas no pressuposto de que, independentemente do que mostram os dados actuais, o volume de C-14 está num estado de equilíbrio.  A atmosfera e a terra têm muito mais de 50.000 anos, segundo o raciocínio deles, pelo que obrigatóriamente o C-14 terá de estar num nível de equilíbrio.
    Mas os dados dizem-nos outra coisa!  "Sabemos hoje que o pressuposto de que o estoque biosférico de C-14 se tem mantido constante nos últimos 50.000 anos ou perto disso não é verdade."  (Ralph 1974, 555).  Para aqueles que queiram ter uma noção quantitativa de quão errado está este pressuposto transcrevemos a seguinte passagem de um autor com autoridade na matéria: "Reparamos, de passagem, que o estoque natural total de C-14 de 2.16 x 1030 átomos ... corresponde a uma taxa de decaimento de 1.63 x 104 desintegrações/m2s da terra, considerávelmente inferior à produção média estimada de átomos de C-14, calculada nos últimos 10 ciclos solares (111 anos) em 2.5 x 104 átomos/m2s.  De um ponto de vista geofísico, seria muito surpreendente se a taxa de decaimento e a taxa de produção estivessem tão desiquilibradas como estes dois números sugerem.  É difícil reconciliar esta discrepância considerando que tenham havido erros ao computar o estoque de C-14, visto que a maior parte do C-14 localiza-se no mar, onde a concentração de C-14 relativamente à biosfera terrestre é bem conhecida." (Fairhall 1970, 401-418)  Portanto, estão a ser gerados 25.000 átomos de C-14 por metro quadrado por segundo e apenas 16.300 desintegrações são efectuadas.  Isto é, a produção é 50% superior ao decaimento, e isto só pode significar que a atmosfera terrestre (onde a produção é efectuada) é muito mais jovem do que 50.000 anos! (Morris 1997, 321)










Carbono-14 em fósseis e diamantes - Um dilema evolucionista

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Se o elemento radioactivo carbono-14 se decompõe rapidamente — no prazo de uns milhares de anos — por que motivo ainda o encontramos nos fósseis e nos diamantes? É um dilema para os evolucionistas, que acreditam que as rochas têm milhões de anos.

Muitas pessoas acham que os cientistas utilizam o radiocarbono para a datação de fósseis. Afinal de contas, devíamos ser capazes de estimar há quanto tempo viveu uma criatura com base na quantidade de radiocarbono que ficou no seu organismo, não é verdade?


Datação pelo carbono-14

Parte 1 Compreender o básico
> Parte 2 Um dilema evolucionista
Parte 3 Um puzzle criacionista


Por que motivo não se utiliza o radiocarbono para a datação de fósseis?

A resposta é uma questão de física básica. O radiocarbono (carbono-14) é um elemento muito instável que muda rapidamente para nitrogénio. Metade da quantidade original de carbono-14 volta a decair no elemento estável nitrogénio-14 ao fim de apenas 5730 anos. (Este período de 5730 anos tem a designação de meia-vida do radiocarbono, Figura 1).1 2 A esta taxa de decaimento, restarão muito poucos átomos de carbono-14 ao fim de apenas 57.300 anos (ou dez meias-vidas).

Portanto, se os fósseis têm realmente milhões de anos, como defendem os cientistas evolucionistas, não iriam restar neles nenhum átomo de carbono-14. Efectivamente, se todos os átomos que constituem a terra inteira fossem de radiocarbono, então, ao fim de apenas 1 milhão de anos, não deveriam restar absolutamente nenhuns átomos de carbono-14!

O poder da tecnologia de detecção por radiocarbono

A maioria dos laboratórios mede o radiocarbono com um instrumento muito sofisticado chamado espectómetro de massa de aceleração. Este instrumento consegue, literalmente, contar os átomos de carbono-14 um de cada vez.(3) Teoricamente, esta máquina consegue detectar um átomo radioactivo de carbono-14 em 100 mil biliões de átomos regulares de carbono-12!

No entanto, há um problema. Os espectómetros de massa de aceleração têm de ser verificados de vez em quando para se ter a certeza de que não estão também a fazer a “leitura” da contaminação do laboratório, a chamada "contaminação de base". Por conseguinte, de vez em quando são colocadas nos instrumentos, para testar a sua precisão, amostras de rochas cuja leitura devia ser igual a zero. Haverá melhores amostras do que os fósseis, os carvões e os calcários, que supostamente têm milhões de anos e não deviam ter radiocarbono?

Radiocarbono encontrado!

Imaginem a surpresa quando todos os pedaços de carbono “antigo” testados revelaram quantidades mensuráveis de radiocarbono!(4) Fósseis, carvão, petróleo, gás natural, calcário, mármore e grafite de todas as camadas de rocha relacionadas com o Dilúvio — e mesmo alguns depósitos anteriores ao Dilúvio — todos continham quantidades mensuráveis de radiocarbono (Figura 2). Todos estes resultados foram relatados na literatura científica convencional.


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Figura 1 O radiocarbono tem uma meia-vida muito curta. Às actuais taxas de decaimento, o número de átomos de radiocarbono é reduzido a metade ao fim de cada 5730 anos. Devido a este decaimento exponencial, os átomos de carbono-14 não conseguem sobreviver milhões de anos.

Figura 2 O radiocarbono não devia encontrar-se em rochas “antigas”, mas encontra-se! Uma vez mortas as criaturas, o radiocarbono existente nos seus organismos devia decompor-se rapidamente. Após milhões de anos, os seus restos estariam completamente livres de radiocarbono. Mas as amostras de materiais orgânicos retirados de todas as camadas de rocha, como fósseis, carvão, calcário, gás natural e grafite, têm todas radiocarbono mensurável. Estas descobertas são relatadas na literatura científica secular (mas geralmente são rejeitadas como erros de medição).


Este gráfico mostra a percentagem de radiocarbono que resta em 40 amostras de várias camadas da coluna geológica. (Esta percentagem, tecnicamente conhecida como percentagem de carbono moderno [pMC], mostra o rácio de radiocarbono existente nas rochas e fósseis em comparação com a quantidade que se encontra nas coisas vivas).

Esta descoberta é compatível com a crença de que as rochas só têm milhares de anos, mas, definitivamente, os especialistas que obtiveram estes resultados não aceitaram esta conclusão. Não se encaixa nos seus pressupostos. Para não terem de concluir que as rochas têm apenas milhares de anos, eles reivindicam que o radiocarbono deve dever-se a contaminação, quer do terreno quer do laboratório quer de ambos. Contudo, quando o técnico limpa meticulosamente as rochas com ácidos fortes quentes e outros tratamentos prévios para remover qualquer contaminação possível, estes materiais orgânicos (que já foram vivos) “antigos” ainda contêm radiocarbono mensurável.

Uma vez que um porta-amostras em branco do espectómetro de massa de aceleração apresenta, previsivelmente, zero radiocarbono, estes cientistas deviam concluir naturalmente que o radiocarbono é “intrínseco” às rochas. Por outras palavras, o radiocarbono real faz parte integrante dos materiais orgânicos “antigos”. Mas os pressupostos destes cientistas impedem-nos de chegar a esta conclusão.

Radiocarbono em fósseis confirmado

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Foto cortesia do Dr. Andrew Snelling

Figura 3 Amostra de Marlstone Rock Bed, um calcário argiloso numa parede das pedreiras de Hornton em Edge Hill, a oeste de Banbury, em Inglaterra. Pedaços de madeira fossilizada de rochas jurássicas, supostamente com milhões de anos, produziram “idades” por radiocarbono de apenas 20.700 a 28.820 anos.


Há alguns anos que os cientistas criacionistas vêm fazendo as suas próprias investigações por radiocarbono em fósseis. Pedaços de madeira fossilizada em camadas de rocha do Oligoceno, Eoceno, Cretáceo, Jurássico, Triássico e Pérmico, supostamente com 32 a 250 milhões de anos, continham todos radiocarbono mensurável, equivalente às “idades” de 20.700 a 44.700 anos (Figuras 3–5). (5,6,7,8,9,10,11) (Os geólogos criacionistas acreditam que, com uma recalibração cuidadosa, mesmo estes períodos de tempo extremamente “jovens” seriam menos de 10.000 anos.)

Igualmente, pedaços de carvão submetidos a uma amostragem cuidadosa provenientes de dez jazigos carboníferos dos EUA, variando do Eoceno ao Pensilvaniano e supostamente com 40 a 320 milhões de anos, continham todos níveis de radiocarbono semelhantes equivalentes às “idades” de 48.000 a 50.000 anos.(12) Mesmo conchas de amonite fossilizadas encontradas ao longo da madeira fossilizada numa camada do Cretáceo, supostamente com 112 a 120 milhões de anos, continham radiocarbono mensurável equivalente às “idades” de 36.400 a 48.710 anos (Figura 5).(13)

Radiocarbono até nos diamantes

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Foto cortesia do Dr. Andrew Snelling

Figura 4 Amostra de argilito no topo da Great Northern Seam na Newcastle Coal Measures do Pérmico Superior, na mina de carvão Newvale n.º 2 a norte de Sydney, na Austrália. Um cepo de árvore fossilizada, encontrado em camadas do Pérmico, supostamente com centenas de milhões de anos, produziu casca carbonizada com uma “idade” por radiocarbono de 33.700 anos.


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Foto cortesia do Dr. Andrew Snelling

Figura 5 Estes fósseis encontravam-se em argilito da Budden Canyon Formation do Cretáceo Inferior perto de Redding, na Califórnia. Uma amonite (um crustáceo marinho) fossilizada foi descoberta com um pedaço de madeira (de uma planta terrestre) fossilizada cravada junto dela. Localizadas em camadas do Cretáceo supostamente com milhões de anos, a concha e a madeira fossilizadas produziram “idades” por radiocarbono de 48.710 e 42.390 anos, respectivamente.


Igualmente intrigante é a descoberta de radiocarbono mensurável em diamantes. Os geólogos criacionistas e evolucionistas concordam que os diamantes se formam a mais de 161 km de profundidade, no interior do manto superior da terra, e não são constituídos por carbono orgânico de seres vivos. Vulcões em erupção trouxeram-nos muito rapidamente para a superfície da terra através de “chaminés”.

Sendo a substância natural mais dura que se conhece, estes diamantes são extremamente resistentes à corrosão química e à contaminação externa. Além disso, a ligação forte dos seus cristais teria impedido que o carbono-14 existente na atmosfera substituísse os átomos regulares de carbono existentes no diamante.

Contudo, os diamantes foram testados e revelaram conter radiocarbono equivalente a uma “idade” de 55.000 anos.(14,15) Estes resultados foram confirmados por outros investigadores.(16) Portanto, mesmo que estes diamantes sejam convencionalmente considerados pelos geólogos evolucionistas como tendo biliões de anos, este radiocarbono tem de ser intrínseco aos mesmos.

Este carbono-14 ter-lhes-ia sido implantado quando se formaram nas profundezas da terra e não podia ter vindo da atmosfera da terra. Isto não constitui um problema para os cientistas criacionistas, mas é um problema grave para os evolucionistas.


O “puzzle” do radiocarbono

Os cientistas evolucionistas do radiocarbono ainda não admitiram que os fósseis, os carvões e os diamantes só têm milhares de anos. A sua interpretação uniformitarista (lenta e gradual) requer que as rochas da terra tenham milhões ou milhares de milhões de anos. Continuam a insistir que o carbono-14 é “contaminação de base da máquina” que contamina todas estas amostras testadas.

Entre as explicações que avançam dizem que os espectómetros de massa de aceleração não se reajustam devidamente entre as análises de amostras. Mas se isto fosse verdade, por que motivo iria o instrumento encontrar zero átomos quando não tem nenhuma amostra no porta-amostras?

Convém notar que as “idades” por radiocarbono até 50.000 anos também não correspondem ao período de tempo bíblico. O cataclismo do Dilúvio foi apenas há cerca de 4.350 anos. No entanto, estas “idades” jovens por radiocarbono estão muito mais de acordo com o relato da Bíblia do que a escala temporal uniformitarista. A descoberta de que os diamantes têm “idades” por radiocarbono de 55.000 anos pode ajudar-nos a deslindar este mistério.

O artigo na próxima edição da revista Answers vai examinar como poderá ser possível corrigir sistematicamente as “idades” por radiocarbono. Uma vez interpretado correctamente, o radiocarbono deve ajudar os criacionistas a datar os restos arqueológicos da história humana pós-Dilúvio, mostrando de que forma se encaixam na cronologia da Bíblia.

O Dr. Andrew Snelling é doutorado em geologia pela Universidade de Sydney e trabalhou como geólogo investigador e consultor para organizações tanto na Austrália como na América. Autor de numerosos artigos científicos, o Dr. Snelling é actualmente director de investigação da Answers in Genesis – EUA.


Notas de rodapé


   1. S. Bowman, Interpreting the Past: Radiocarbon Dating (London: British Museum Publications, 1990). Back
   2. G. Faure and T. M. Mensing, Isotopes: Principles and Applications, 3rd edition (Hoboken, New Jersey: John Wiley & Sons, 2005), pp. 614–625. Back
   3. A. P. Dickin, Radiogenic Isotope Geology, 2nd edition (Cambridge, UK: Cambridge University Press, 2005), pp. 383–398. Back
   4. P. Giem, “Carbon-14 Content of Fossil Carbon,” Origins 51 (2001): 6–30. Back
   5. A. A. Snelling, “Radioactive ‘Dating’ in Conflict! Fossil Wood in ‘Ancient Lava Flow Yields Radiocarbon,” Creation (January–March 1997), pp. 24–27. Back
   6. A. A. Snelling, “Stumping Old-Age Dogma: Radiocarbon in ‘Ancient’ Fossil Tree Stump Casts Doubt on Traditional Rock/Fossil Dating,” Creation (October–December 1998), pp. 48–51. Back
   7. A. A. Snelling, “Dating Dilemma: Fossil Wood in ‘Ancient’ Sandstone,” Creation (July–September 1999), pp. 39–41. Back
   8. A. A. Snelling, “Geological Conflict: Young Radiocarbon Date for ‘Ancient’ Fossil Wood Challenges Fossil Dating,” Creation (April–June 2000), pp. 44–47. Back
   9. A. A. Snelling, “Conflicting ‘Ages’ of Tertiary Basalt and Contained Fossilised Wood, Crinum, Central Queensland, Australia,” CEN Technical Journal 14.2 (2002): 99–122. Back
  10. A. A. Snelling, “Radiocarbon in ‘Ancient’ Fossil Wood,” Impact #415, Acts & Facts, January 2008, pp. 10–13. Back
  11. A. A. Snelling, “Radiocarbon Ages for Fossil Ammonites and Wood in Cretaceous Strata near Redding, California,” Answers Research Journal 1 (2008): 123–144. Back
  12. J. R. Baumgardner, A. A. Snelling, D. R. Humphreys, and S. A. Austin, “Measurable 14C in Fossilized Organic Materials: Confirming the Young Earth Creation-Flood Model,” in Proceedings of the Fifth International Conference on Creationism, ed. R.L. Ivey Jr. (Pittsburgh, Pennsylvania: Creation Science Fellowship, 2003), pp. 127–147. Back
  13. Ref. 11. Back
  14. J. R. Baumgardner, “14C Evidence for a Recent Global Flood and a Young Earth,” in Radioisotopes and the Age of the Earth: Results of a Young-Earth Creationist Research Initiative, eds. L. Vardiman, A. A. Snelling, and E. F. Chaffin (El Cajon, California: Institute for Creation Research, and Chino Valley, Arizona: Creation Research Society, 2005), pp. 587–630. Back
  15. D. B. DeYoung, Thousands . . . Not Billions: Challenging an Icon of Evolution, Questioning the Age of the Earth (Green Forest, Arkansas: Master Books, 2005), pp. 45–62. Back
  16. R. E. Taylor and J. Southon, “Use of Natural Diamonds to Monitor 14C AMS Instrument Backgrounds,” Nuclear Instruments and Methods in Physics Research B 259 (2007): 282–287. Back

por Andrew A. Snelling
8 de Dezembro de 2010


http://www.answersingenesis.org/articles/am/v6/n1/carbon-14














Madeira em basalto

Madeira fossilizada encontrada em basalto Terciário (idade modelo média de 47,5 milhões de anos) na mina de Crinum, no centro de Queensland, produziu um data de radiocarbono de 37.500 anos, o que demonstra que o basalto confinante não pode ter milhões de anos e que a datação radioisotópica apresenta um erro grosseiro. (Snelling 2000)
 














Datas consistentes?

Talvez o aspecto mais desafiante da teoria da evolução é a aparente consistência do seu corolário, o sistema geológico das longas idades.  Os evolucionistas e outros partidários dos longos períodos de tempo desafiam os seus críticos com declarações do tipo: “Pode não acreditar nos resultados dos métodos de datação, mas como pode fazê-lo quando vários processos de datação independentes chegam todos aproximadamente à mesma data?” ”As datas radiométricas coincidem com as idades dos fósseis.” ”A evolução apresenta uma variação tão consistente dos organismos no tempo, como pode duvidar de uma padrão tão preciso?” ”Todos os dinossauros morreram no fim do Cretácico.”  À primeira vista parece ser este um argumento muito forte.  Mas, uma análise mais profunda dá-nos uma perspectiva diferente quando perguntamos, “Como é obtida esta uniformidade?”
    Dito de uma maneira rude, datas consistentes são obtidas forjando e consertando datas que têm um alto grau de variabilidade e erro.  Acredito que muito deste ajustamento é interno e trabalhado antes de ser publicado, mas há bastante material publicado indicando que esta prática é bastante difundida.
    Ao ler um artigo recente na Science News sobre “marcas” (icnofósseis) (Perkins 2001) esta tendência foi reavivada na minha memória.  Analisando os furos deixados nos moluscos fósseis por organismos furadores desconhecidos, Sie Perkins refere: “Apesar de alguns fósseis marinhos com mais de 500 milhões de anos apresentarem furos, muitos paleontólogos têm estado hesitantes em afirmar que estes são sinais deixados por predadores, diz Audrey Aronowsky, uma paleoecologista da Universidade de Califórnia, em Berkeley.  Isto porque os caracóis actuais que produzem estes buracos só evoluiram há 110 milhões de anos atrás.”
    A suposta diferença de idade entre o molusco e o mais provável candidato esburacador é de 400 milhões de anos dentro escala de tempo uniformitarista.  Isto não é aceitável para os evolucionistas.  Por isso simplesmente assumem que um perfurador ainda não identificado terá feito os tais furos.
    Este exemplo não é um caso isolado.  Os métodos de datação não são assim tão fiáveis e podem ser manipulados para estarem de acordo com os fósseis de idade.  O exemplo mais bem documentado encontra-se no apêndice ao livro de Marvin Lubenow: Bones of Contention (Lubenow 1992).  Apropriadamente designado “jogando com as datações”, documenta através da literatura evolucionária como a manipulação de quatro métodos radiométricos e de dois sistemas de fósseis de idade (elefantes e porcos) todos coincidiam em que o suposto homem fóssil de Richard Leakey, crânio KNM-ER 1470, tinha aproximadamente 2,6 milhões de anos.  Contudo, paleoantropologistas não podiam acreditar que um crânio com aparência tão moderna podesse ser tão antigo.  De novo, a suposição evolucionista motivou esta preocupação.  Para não prejudicar a consistência da ideia evolucionista, procedeu-se a uma nova datação do tufo vulcânico junto ao crânio.  E espanto, “redatação” por vários métodos obteve de novo uma data “consistente” de aproximadamente 1,6 milhões de anos.  Finalmente tinham chegado a uma data com que todos podiam concordar.  Durante os 10 anos que durou esta controvérsia, foi revelado que algumas das datas obtidas atingiam os 230 milhões de anos.  Que ilação podemos tirar sobre a isenção destes métodos de datação?
    Em relação à datação radiométrica, no seu livro The Mythology of Modern Dating Methods, John Woodmorappe  (Woodmorappe 1999a) documentou as inúmeras manipulações utilizadas para produzirem datações radiométricas “consistentes”.  De quando em quando, deparo com afirmações de como as datações radiométricas são simplesmente ajustadas às datas dos fósseis.  No meu estudo sobre a geologia dos estados do noroeste, deparei com o seguinte reconhecimento na publicação Cascadia: The Geological Evolution of the Pacific Northwest (McKee 1972, 25): “Podemos pensar que os métodos directos [datação radiométrica] de medição do tempo tornariam obsoletos todos os anteriores métodos para cálculo da idade, mas estas novas medições “absolutas” são mais usadsos como um suplemento para os métodos tradicionais [fósseis de idade] do que como um substituto.  Os geólogos põem mais fé nos princípios da sobreposição [os estratos superiores são os mais jovens] e da sucessão faunística [evolução] do que em números vindos de uma máquina.  Se os resultados de laboratório contradisserem os dados do campo, o geólogo assume que algo está errado na data fornecida pela máquina.  Dito de outra maneira, datas certas são aquelas que concordam com os dados do campo [fósseis, sobreposição, etc.]” (colchete nosso, aspas suas).
    Em outros escritos documentei como restos de dinossauros originalmente encontrados no Terciário Inferior foram considerados ou “retrabalhados” a partir do Cretácico ou os sedimentos foram repentinamente “redatados” e foi descoberto que afinal eram do “Cretácico” (Oard 1997,148).  Este tipo de procedimentos automaticamente reforçam a crença, na mente do público e dos outros cientistas, de que os dinossauros despareceram no fim do período Cretácico.  Este é apenas um dos muitos exemplos do síndroma do reforço, uma espécie de raciocínio circular no qual uma hipótese é repeditamente reforçada com mais dados cuidadosamente escolhidos, especialmente se essa hipótese é originária de um cientista proeminente.
    Ideias proconcebidas, conscientes ou inconscientes, forçaram os cientistas a ignorar provas importantes relativas à falta de consistência nos dados; criando uma uniformidade aparente de datas e reforçando teorias existentes.  Para o incauto, esta consistência parece ser a verdade, mas é simplesmente um produto do paradigma evolucionário/uniformitarista das longas idades. (Oard 2001)













Bibliografia

HOVIND, Kent.  1998.  Creation Science Evangelism - Seminar Notebook.  94 pp
MORRIS, Henry M. e Morris, John D.  1997.  The Modern Creation Trilogy, vol.II - Science and Creation. Master Books, Green Forest, 343 pp
OARD, Michael J.  2001.  The supposed consistency of evolution’s long ages”  TJ 15(3) 2001
Taylor, Ian T.  1996. In The Minds of Men – Darwin and the New World Order, 3rd ed.  TFE Publishing, Minneapolis, EUA, 498 pp




 

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