Resistir ao deslize secular | 12Nov2014 20:08:57

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Não falarei sobre Jesus na escola

Em muitos aspetos, a experiência de vida das crianças e dos jovens educados nas sociedades ocidentais atuais é muito diferente da experiência de uma ou duas gerações atrás. As crianças dos anos 70 (como eu) não sabiam o que eram telemóveis, computadores, jogos de vídeo, tablets, a Internet, navegação por satélite e outras coisas mais — isso nem sequer estava “no nosso radar”.

Outra diferença radical nessa altura era o nível de aceitação da religião como uma parte da sociedade. No meu país, o Reino Unido, era bastante vulgar as crianças frequentarem a escola dominical, mesmo as que vinham de famílias não cristãs. As escolas tinham assembleias cristãs; o comércio e o desporto organizado estavam em grande parte limitados a uma semana de seis dias; as taxas de coabitação de casais não casados e de crianças nascidas fora do casamento eram muito baixas; o chamado “casamento homossexual” era desconhecido. Podíamos continuar, mas o facto de, hoje em dia, este deslize moral ser ajudado e encorajado por governos, e tolerado (mesmo bem acolhido) pelos porta-vozes da Igreja estabelecida, seria profundamente chocante para muitas pessoas dessa altura. O cristianismo era muito mais uma parte aceite do tecido da vida — contrariamente ao que sucede hoje.

Antagonismo europeu ao cristianismo bíblico

Os cristãos com inclinação bíblica estão cada vez mais cientes de que este secularismo usurpador tem muito a ver com a capitulação da Igreja ao dogma evolucionista nas gerações passadas — e estamos agora a sofrer pelos erros passados, à medida que colhemos cada vez mais os maus frutos desta filosofia anti-Deus. Há muito tempo que a Creation Ministries International (entre outros grupos) tem realçado esta ligação.
No entanto, já em 2007, despercebido de muitos, o Conselho da Europa aprovou uma resolução que era simplesmente um ataque frontal total ao cristianismo bíblico.1 No cerne das suas preocupações declaradas lia-se que “os valores que formam a própria essência do Conselho da Europa arriscam-se a ser diretamente ameaçados pelos fundamentalistas criacionistas”.2 Reivindicavam, além disso, que “é impossível conciliar a fé e a ciência” e contrastavam ideias que envolviam Deus (que rotulavam de “absurdas”) com a evolução, que afirmavam ser “a teoria central para a nossa compreensão da vida na Terra e para a reavaliação dos fundamentos das nossas sociedades” (enfâse acrescentada).

Construir a fundação correta

Anotem o reconhecimento de que a questão da criação/evolução é uma questão fundacional. Tal como realçado nos muitos artigos, livros, DVDs e outros recursos da CMI, é apenas quando o Génesis é afirmado como história que os ensinamentos cristãos sobre moralidade, ética e o Evangelho de Cristo têm uma fundação firme. Estas coisas não podem ser defendidas (fundadas) logicamente com base numa crença na evolução e/ou em idades longínquas de morte e luta. Por conseguinte, o zeitgeist moral3 em constante mudança que constatamos na sociedade de hoje está inegavelmente associado com o fato de as pessoas abraçarem a evolução.

A resolução europeia acima referida vai ainda mais longe: “O criacionismo, se não tivermos cuidado, poderá ser uma ameaça aos direitos humanos, que estão no cerne das preocupações do Conselho da Europa”, exortando veementemente os Estados-Membros a “oporem-se firmemente ao ensino do criacionismo”. É bastante claro que o Conselho da Europa vê onde é que a verdadeira batalha se trava. É necessário resistir a todo o custo ao ensinamento criacionista bíblico porque a moralidade e a ética cristãs fundadas no mesmo constituem uma ofensa para os não crentes. O verdadeiro cristianismo (por oposição à variedade privatizada, inofensiva e não-evangélica) é uma ameaça ao seu direito a desfrutar, praticar e promover atitudes e comportamentos pecaminosos, livres de qualquer crítica. Tal como observou um comentador cristão: “A resolução … visa tudo o que é educativo. Desta forma, poderia afetar a educação religiosa nas igrejas.”4 Concordamos. Quanto tempo irá demorar até que os pastores que fielmente ensinam de acordo com a Escritura se arrisquem a cometer uma ofensa? No Reino Unido, grupos de pressão seculares já persuadiram o governo a proibir a apresentação de opiniões criacionistas nas escolas financiadas pelo Estado a não ser como “mitos religiosos”.5 Espantosamente, o Departamento de Educação vê agora a crença na criação como extremismo religioso que tem de ser combatido, juntamente com os ensinamentos dos partidários da linha dura islâmica.6

“Lei da Cinderela”

O Christian Institute do Reino Unido noticiou recentemente que as crenças dos pais cristãos poderiam ser criminalizadas se entrasse em vigor uma “lei parental abrangente” — é proposta uma pena máxima de prisão de 10 anos para qualquer pai ou mãe considerado culpado de prejudicar “o desenvolvimento físico, intelectual, emocional, social ou comportamental” de um filho. Alcunhada de “Lei da Cinderela”, existe uma preocupação genuína quanto à forma como poderia ser aplicada de forma insensata. A colunista e apresentadora de rádio Libby Purves, escrevendo no The Times (Reino Unido), criticou as propostas, alertando, por exemplo, que poderia certamente ser considerado “potencialmente prejudicial para o ‘desenvolvimento intelectual’ educar uma criança numa crença religiosa rigorosa que contradiz diariamente a ciência evolucionista que aprende na escola?”7 Quando os não crentes estão mais cientes das ameaças às liberdades civis dos cristãos do que os cristãos eles próprios, está decididamente na altura de a Igreja acordar!

Combater a censura

É evidente que a censura do Cristianismo e a perseguição dos seus partidários não constitui uma novidade. As provas indicam que há um caminho difícil pela frente para alguns que ousem levantar-se por Cristo, resistindo ao deslize secular. O que vai fazer? Como cristãos, precisamos de estar empenhados, informados, em oração e difundindo a mensagem. É isso que é necessário para fazer discípulos de Jesus Cristo (Mateus 28:19-20). E a CMI está aqui para ajudar, com o ministério da palavra, revistas, livros, DVDs e vastos recursos em sites na Internet. Juntos podemos estar firmes, entrar no combate e fazer a diferença.


Referências e notas

1.    Artigo 18.º, Resolução 1580, Conselho da Europa, 2007. A primeira vez que tomei conhecimento deste artigo foi em junho deste ano. (link: http://assembly.coe.int/main.asp?link=/documents/adoptedtext/ta07/eres1580.htm)
2.    A informação para esta secção do meu artigo é cortesia de: Jérémie Cavin, Europe Resolved to get rid of God?, traduzido da revista evangélica francesa, Christianisme Aujourd’hui, junho de 2014. O escritor comenta uma nova tese de doutoramento de Pierre Amey, um engenheiro que passou a ser pastor e docente na Faculté Jean Calvin, Aix-en-Provence, Suíça.
3.    Para citar Richard Dawkins, capítulo 7 do seu livro The God Delusion, 2006. Zeitgeist significa “espírito da era”.
4.    Pierre Amey, ver ref. 2.
5.    Statham, D.R., Strawmen and censorship: the British Humanist Association and creation in schools, 9 de agosto de 2014; creation.com/humanist-censorship.
6.    Holehouse, M., Toddlers at risk of extremism, warns Education Secretary, The Telegraph, 7 de agosto de 2014; telegraph.co.uk.
7.    Purves, L., You can’t always bring ugly sisters to trial, www.thetimes.co.uk, 2 de junho de 2014.








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