Atmosfera da Terra primitiva era semelhante à actual | 19Mai2012 19:30:18

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Cientistas do Rensselaer Polytechnic Institute descobriram que a atmosfera da Terra apenas 500 milhões de anos após a sua criação não era um deserto cheio de metano como proposto anteriormente, declararam num comunicado de imprensa do instituto.

Os cientistas usaram os mais antigos minerais na Terra para reconstruir as condições atmosféricas. As descobertas, publicadas na revista Nature, provam que a atmosfera da Terra primitiva era dominada pelos compostos ricos em oxigénio encontrados na nossa atmosfera atual, incluindo água, dióxido de carbono e dióxido de enxofre.

"Podemos agora dizer com alguma certeza que muitos cientistas que estudam as origens da vida na Terra simplesmente escolheram a atmosfera errada", disse Bruce Watson, professor de Ciência no Rensselaer Polytechnic Institute. As conclusões baseiam-se na teoria amplamente aceita de que a atmosfera da Terra foi formada por gases libertados devido à atividade vulcânica na sua superfície. Hoje, tal como durante os primeiros dias da Terra, o magma que flui das profundezas da Terra contém gases dissolvidos. Quando esse magma se aproxima da superfície, estes gases são libertados para a atmosfera circundante.

"A maioria dos cientistas diria que esta desgaseificação do magma foi o principal aporte para a atmosfera", disse Watson. "Para entender a natureza da atmosfera 'no início', precisávamos determinar quais as espécies de gás que estavam nos magmas que abasteceram a atmosfera."

Quando o magma se aproxima da superfície da Terra, ela ou é expelida ou instala-se na crosta, onde interage com as rochas circundantes, resfria e cristaliza-se em rocha sólida. Estes magmas solidificados e os elementos que eles contêm podem ser marcos literais na história da Terra. Um marco importante é o zircão. Os cientistas procuraram determinar os níveis de oxidação dos magmas que formaram cristais de zircão antigos, de modo a quantificar, pela primeira vez, quão oxidados estavam os gases libertados no início da história da Terra. "Ao determinar o estado de oxidação dos magmas que criaram zircão, poderíamos, então, determinar os tipos de gases que acabariam por ir parar na atmosfera", disse Dustin Trail, principal autor do estudo.

Para fazer isso os pesquisadores recriaram a formação de cristais de zircão em laboratório em diferentes níveis de oxidação. Eles literalmente criaram lava no laboratório. Este procedimento levou à criação de um indicador de oxidação que poderia então ser comparado com os zircões naturais.

Durante este processo olharam para as concentrações nos zircões de um metal raro existente na terra chamado cério. Cério é um medidor de oxidação importante porque pode ser encontrado em dois estados de oxidação, um mais oxidado que o outro. Quanto maior for a concentração no zircão do tipo de cério mais oxidado, mais oxidada a atmosfera seria provávelmente, depois da sua formação.

As calibrações revelam uma atmosfera com um estado de oxidação mais perto das condições actuais.

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