Publicado por: cve

Cientistas eminentes dos Estados Unidos apelaram ao Congresso, na quinta-feira [Mar 2008], para se certificar de que o próximo presidente não faz o que, segundo eles, a administração de George W. Bush fez: censura, supressão e falsificação de importante investigação em matéria de ambiente e de saúde. [...]
Entre os mais de 15.000 cientistas ligados ao Estado que assinaram a declaração contam-se Harold Varmus, presidente do Memorial Sloan-Kettering Cancer Centre e antigo director do National Institutes of Health (NIH) [Instituto Nacional de Saúde], e Anthony Robbins, professor de medicina da Tufts University e antigo director do National Institute for Occupational Safety and Health.
"Embora certamente a pior, a administração Bush não é a primeira nem será a última administração a maltratar e utilizar indevidamente a ciência e os cientistas", afirmou Robbins. A própria Casa Branca esteve directamente envolvida na supressão e falsificação da ciência, salientou Robbins.
Mas a interferência da Casa Branca é apenas uma parte do problema, afirmou Francesca Grifo, antiga investigadora ligada ao Estado e actualmente directora da Union of Concerned Scientists [União de Cientistas Incomodados]. Os lobistas da indústria estão por tudo o que é instituição governamental, tentando influenciar a investigação que terá impacto nas suas empresas, afirmou Grifo. "Estes grupos de interesses especiais estão a obter acesso ao mais alto nível".
"Os cientistas ligados ao Estado viram as suas descobertas sujeitas a censura e deturpação", afirmou Kurt Gottfried, professor de física da Universidade de Cornell e membro da Union of Concerned Scientists. "O público e o Congresso foram muitas vezes privados de informações científicas precisas e francas".
"A pesquisa científica numa sociedade aberta goza de uma longa e frutuosa tradição na América", afirmou Gottfried. "Infelizmente, essa tradição foi violada nos últimos anos pelo próprio governo".

Outra: O quadro de financiamento do governo gera conformidade científica
Segue-se uma lista de crenças existentes nas ciências biomédicas e do clima, as quais não devem ser questionadas se estivermos a pedir um subsídio governamental:
- Que o aquecimento global é causado pelo homem;
- Que a sida é causada por um vírus;
- Que a radiação, o fumo do tabaco e outras toxinas são perigosos proporcionalmente à sua potência, independentemente do tamanho reduzido da dose;
- Que as doenças cardíacas são causadas por gorduras saturadas;
- Que o cancro é causado por mutações.
Isto faz parte de uma lista oferecida por um professor de cirurgia da Universidade de Washington, Donald W. Miller, que é cirurgião cardíaco no VA Medical Center em Seattle. Miller acredita que todas as ideias indicadas acima podem ser falsas e que deviam ser testadas. [...]
Mas muita da ciência assenta em dinheiro do Estado. Algumas pessoas sentem o fedor da tendenciosidade apenas no dinheiro privado e consideram que o governo está imune a isso, mas estão enganadas. O governo gosta que se acredite em certas coisas. Para obtermos o seu dinheiro, é necessário obter a aprovação dos cientistas que ele escolhe e temos menos probabilidades de o obtermos se eles acharem que as nossas ideias estão erradas.
O que isso significa, segundo Miller, é que "se dissermos que baixas doses de radiação não são más para nós ou que o aquecimento global se deve a alterações no sol, não obtemos financiamentos".
Miller diz que isso aconteceu ao cientista Peter Dues-berg [sic] da Universidade da Califórnia, que pôs em causa a teoria viral da sida, e a Willie Soon de Harvard, que pôs em causa a teoria do aquecimento global devido à poluição, assim como a outros. Numa comunicação publicada em 2007 no Journal of Information Ethics, Miller argumentou que a conformidade está imbuída no sistema de subsídios governamentais. [...]
Em 2005, na revista científica Cellular and Molecular Biology, Pollack apresentou um argumento semelhante ao de Miller. A ciência americana, escreveu ele, tornou-se "uma cultura de crentes" cuja regra é "joguem pelo seguro e obtenham o vosso financiamento".
Para a ciência, o resultado não tem sido bom. [...]
Thomas Kuhn, o filósofo da ciência, ficou famoso ao argumentar que a ciência progride em explosões revolucionárias, nas quais o "paradigma dominante" é derrubado. Mas o que acontece se os apoiantes do paradigma dominante forem as pessoas que vetam a sua candidatura?
Laura Knight-Jadczyk
Sott.net
27 Mar 2008
http://www.sott.net/articles/show/151954-Meteorites-Asteroids-and-Comets-Damages-Disasters-Injuries-Deaths-and-Very-Close-Calls
Ver também
Integridade científica
http://saude.acordem.com/menu/1/40164//#integridade


