"Carbono-14 em fósseis e diamantes - Um dilema evolucionista" | 29Ago2011 13:37:46

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Se o elemento radioactivo carbono-14 se decompõe rapidamente — no prazo de uns milhares de anos — por que motivo ainda o encontramos nos fósseis e nos diamantes? É um dilema para os evolucionistas, que acreditam que as rochas têm milhões de anos.

Muitas pessoas acham que os cientistas utilizam o radiocarbono para a datação de fósseis. Afinal de contas, devíamos ser capazes de estimar há quanto tempo viveu uma criatura com base na quantidade de radiocarbono que ficou no seu organismo, não é verdade?


Datação pelo carbono-14

Parte 1 Compreender o básico
> Parte 2 Um dilema evolucionista
Parte 3 Um puzzle criacionista



Por que motivo não se utiliza o radiocarbono para a datação de fósseis?


A resposta é uma questão de física básica. O radiocarbono (carbono-14) é um elemento muito instável que muda rapidamente para nitrogénio. Metade da quantidade original de carbono-14 volta a decair no elemento estável nitrogénio-14 ao fim de apenas 5730 anos. (Este período de 5730 anos tem a designação de meia-vida do radiocarbono, Figura 1).1 2 A esta taxa de decaimento, restarão muito poucos átomos de carbono-14 ao fim de apenas 57.300 anos (ou dez meias-vidas).

Portanto, se os fósseis têm realmente milhões de anos, como defendem os cientistas evolucionistas, não iriam restar neles nenhum átomo de carbono-14. Efectivamente, se todos os átomos que constituem a terra inteira fossem de radiocarbono, então, ao fim de apenas 1 milhão de anos, não deveriam restar absolutamente nenhuns átomos de carbono-14!


O poder da tecnologia de detecção por radiocarbono

A maioria dos laboratórios mede o radiocarbono com um instrumento muito sofisticado chamado espectómetro de massa de aceleração. Este instrumento consegue, literalmente, contar os átomos de carbono-14 um de cada vez.(3) Teoricamente, esta máquina consegue detectar um átomo radioactivo de carbono-14 em 100 mil biliões de átomos regulares de carbono-12!

No entanto, há um problema. Os espectómetros de massa de aceleração têm de ser verificados de vez em quando para se ter a certeza de que não estão também a fazer a “leitura” da contaminação do laboratório, a chamada "contaminação de base". Por conseguinte, de vez em quando são colocadas nos instrumentos, para testar a sua precisão, amostras de rochas cuja leitura devia ser igual a zero. Haverá melhores amostras do que os fósseis, os carvões e os calcários, que supostamente têm milhões de anos e não deviam ter radiocarbono?


Radiocarbono encontrado!

Imaginem a surpresa quando todos os pedaços de carbono “antigo” testados revelaram quantidades mensuráveis de radiocarbono!(4) Fósseis, carvão, petróleo, gás natural, calcário, mármore e grafite de todas as camadas de rocha relacionadas com o Dilúvio — e mesmo alguns depósitos anteriores ao Dilúvio — todos continham quantidades mensuráveis de radiocarbono (Figura 2). Todos estes resultados foram relatados na literatura científica convencional.

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Figura 1 O radiocarbono tem uma meia-vida muito curta. Às actuais taxas de decaimento, o número de átomos de radiocarbono é reduzido a metade ao fim de cada 5730 anos. Devido a este decaimento exponencial, os átomos de carbono-14 não conseguem sobreviver milhões de anos.

Figura 2 O radiocarbono não devia encontrar-se em rochas “antigas”, mas encontra-se! Uma vez mortas as criaturas, o radiocarbono existente nos seus organismos devia decompor-se rapidamente. Após milhões de anos, os seus restos estariam completamente livres de radiocarbono. Mas as amostras de materiais orgânicos retirados de todas as camadas de rocha, como fósseis, carvão, calcário, gás natural e grafite, têm todas radiocarbono mensurável. Estas descobertas são relatadas na literatura científica secular (mas geralmente são rejeitadas como erros de medição).

Este gráfico mostra a percentagem de radiocarbono que resta em 40 amostras de várias camadas da coluna geológica. (Esta percentagem, tecnicamente conhecida como percentagem de carbono moderno [pMC], mostra o rácio de radiocarbono existente nas rochas e fósseis em comparação com a quantidade que se encontra nas coisas vivas).
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Esta descoberta é compatível com a crença de que as rochas só têm milhares de anos, mas, definitivamente, os especialistas que obtiveram estes resultados não aceitaram esta conclusão. Não se encaixa nos seus pressupostos. Para não terem de concluir que as rochas têm apenas milhares de anos, eles reivindicam que o radiocarbono deve dever-se a contaminação, quer do terreno quer do laboratório quer de ambos. Contudo, quando o técnico limpa meticulosamente as rochas com ácidos fortes quentes e outros tratamentos prévios para remover qualquer contaminação possível, estes materiais orgânicos (que já foram vivos) “antigos” ainda contêm radiocarbono mensurável.

Uma vez que um porta-amostras em branco do espectómetro de massa de aceleração apresenta, previsivelmente, zero radiocarbono, estes cientistas deviam concluir naturalmente que o radiocarbono é “intrínseco” às rochas. Por outras palavras, o radiocarbono real faz parte integrante dos materiais orgânicos “antigos”. Mas os pressupostos destes cientistas impedem-nos de chegar a esta conclusão.

Radiocarbono em fósseis confirmado


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Foto cortesia do Dr. Andrew Snelling

Figura 3 Amostra de Marlstone Rock Bed, um calcário argiloso numa parede das pedreiras de Hornton em Edge Hill, a oeste de Banbury, em Inglaterra. Pedaços de madeira fossilizada de rochas jurássicas, supostamente com milhões de anos, produziram “idades” por radiocarbono de apenas 20.700 a 28.820 anos.

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Há alguns anos que os cientistas criacionistas vêm fazendo as suas próprias investigações por radiocarbono em fósseis. Pedaços de madeira fossilizada em camadas de rocha do Oligoceno, Eoceno, Cretáceo, Jurássico, Triássico e Pérmico, supostamente com 32 a 250 milhões de anos, continham todos radiocarbono mensurável, equivalente às “idades” de 20.700 a 44.700 anos (Figuras 3–5). (5,6,7,8,9,10,11) (Os geólogos criacionistas acreditam que, com uma recalibração cuidadosa, mesmo estes períodos de tempo extremamente “jovens” seriam menos de 10.000 anos.)

Igualmente, pedaços de carvão submetidos a uma amostragem cuidadosa provenientes de dez jazigos carboníferos dos EUA, variando do Eoceno ao Pensilvaniano e supostamente com 40 a 320 milhões de anos, continham todos níveis de radiocarbono semelhantes equivalentes às “idades” de 48.000 a 50.000 anos.(12) Mesmo conchas de amonite fossilizadas encontradas ao longo da madeira fossilizada numa camada do Cretáceo, supostamente com 112 a 120 milhões de anos, continham radiocarbono mensurável equivalente às “idades” de 36.400 a 48.710 anos (Figura 5).(13)


Radiocarbono até nos diamantes


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Foto cortesia do Dr. Andrew Snelling

Figura 4 Amostra de argilito no topo da Great Northern Seam na Newcastle Coal Measures do Pérmico Superior, na mina de carvão Newvale n.º 2 a norte de Sydney, na Austrália. Um cepo de árvore fossilizada, encontrado em camadas do Pérmico, supostamente com centenas de milhões de anos, produziu casca carbonizada com uma “idade” por radiocarbono de 33.700 anos.



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Foto cortesia do Dr. Andrew Snelling

Figura 5 Estes fósseis encontravam-se em argilito da Budden Canyon Formation do Cretáceo Inferior perto de Redding, na Califórnia. Uma amonite (um crustáceo marinho) fossilizada foi descoberta com um pedaço de madeira (de uma planta terrestre) fossilizada cravada junto dela. Localizadas em camadas do Cretáceo supostamente com milhões de anos, a concha e a madeira fossilizadas produziram “idades” por radiocarbono de 48.710 e 42.390 anos, respectivamente.
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Igualmente intrigante é a descoberta de radiocarbono mensurável em diamantes. Os geólogos criacionistas e evolucionistas concordam que os diamantes se formam a mais de 161 km de profundidade, no interior do manto superior da terra, e não são constituídos por carbono orgânico de seres vivos. Vulcões em erupção trouxeram-nos muito rapidamente para a superfície da terra através de “chaminés”.

Sendo a substância natural mais dura que se conhece, estes diamantes são extremamente resistentes à corrosão química e à contaminação externa. Além disso, a ligação forte dos seus cristais teria impedido que o carbono-14 existente na atmosfera substituísse os átomos regulares de carbono existentes no diamante.

Contudo, os diamantes foram testados e revelaram conter radiocarbono equivalente a uma “idade” de 55.000 anos.(14,15) Estes resultados foram confirmados por outros investigadores.(16) Portanto, mesmo que estes diamantes sejam convencionalmente considerados pelos geólogos evolucionistas como tendo biliões de anos, este radiocarbono tem de ser intrínseco aos mesmos.

Este carbono-14 ter-lhes-ia sido implantado quando se formaram nas profundezas da terra e não podia ter vindo da atmosfera da terra. Isto não constitui um problema para os cientistas criacionistas, mas é um problema grave para os evolucionistas.


O “puzzle” do radiocarbono

Os cientistas evolucionistas do radiocarbono ainda não admitiram que os fósseis, os carvões e os diamantes só têm milhares de anos. A sua interpretação uniformitarista (lenta e gradual) requer que as rochas da terra tenham milhões ou milhares de milhões de anos. Continuam a insistir que o carbono-14 é “contaminação de base da máquina” que contamina todas estas amostras testadas.

Entre as explicações que avançam dizem que os espectómetros de massa de aceleração não se reajustam devidamente entre as análises de amostras. Mas se isto fosse verdade, por que motivo iria o instrumento encontrar zero átomos quando não tem nenhuma amostra no porta-amostras?

Convém notar que as “idades” por radiocarbono até 50.000 anos também não correspondem ao período de tempo bíblico. O cataclismo do Dilúvio foi apenas há cerca de 4.350 anos. No entanto, estas “idades” jovens por radiocarbono estão muito mais de acordo com o relato da Bíblia do que a escala temporal uniformitarista. A descoberta de que os diamantes têm “idades” por radiocarbono de 55.000 anos pode ajudar-nos a deslindar este mistério.

O artigo na próxima edição da revista Answers vai examinar como poderá ser possível corrigir sistematicamente as “idades” por radiocarbono. Uma vez interpretado correctamente, o radiocarbono deve ajudar os criacionistas a datar os restos arqueológicos da história humana pós-Dilúvio, mostrando de que forma se encaixam na cronologia da Bíblia.

O Dr. Andrew Snelling é doutorado em geologia pela Universidade de Sydney e trabalhou como geólogo investigador e consultor para organizações tanto na Austrália como na América. Autor de numerosos artigos científicos, o Dr. Snelling é actualmente director de investigação da Answers in Genesis – EUA.


Notas de rodapé

  
1. S. Bowman, Interpreting the Past: Radiocarbon Dating (London: British Museum Publications, 1990). Back
   2. G. Faure and T. M. Mensing, Isotopes: Principles and Applications, 3rd edition (Hoboken, New Jersey: John Wiley & Sons, 2005), pp. 614–625. Back
   3. A. P. Dickin, Radiogenic Isotope Geology, 2nd edition (Cambridge, UK: Cambridge University Press, 2005), pp. 383–398. Back
   4. P. Giem, “Carbon-14 Content of Fossil Carbon,” Origins 51 (2001): 6–30. Back
   5. A. A. Snelling, “Radioactive ‘Dating’ in Conflict! Fossil Wood in ‘Ancient Lava Flow Yields Radiocarbon,” Creation (January–March 1997), pp. 24–27. Back

  
6. A. A. Snelling, “Stumping Old-Age Dogma: Radiocarbon in ‘Ancient’ Fossil Tree Stump Casts Doubt on Traditional Rock/Fossil Dating,” Creation (October–December 1998), pp. 48–51. Back
   7. A. A. Snelling, “Dating Dilemma: Fossil Wood in ‘Ancient’ Sandstone,” Creation (July–September 1999), pp. 39–41. Back
   8. A. A. Snelling, “Geological Conflict: Young Radiocarbon Date for ‘Ancient’ Fossil Wood Challenges Fossil Dating,” Creation (April–June 2000), pp. 44–47. Back
   9. A. A. Snelling, “Conflicting ‘Ages’ of Tertiary Basalt and Contained Fossilised Wood, Crinum, Central Queensland, Australia,” CEN Technical Journal 14.2 (2002): 99–122. Back
  10. A. A. Snelling, “Radiocarbon in ‘Ancient’ Fossil Wood,” Impact #415, Acts & Facts, January 2008, pp. 10–13. Back
  11. A. A. Snelling, “Radiocarbon Ages for Fossil Ammonites and Wood in Cretaceous Strata near Redding, California,” Answers Research Journal 1 (2008): 123–144. Back
  12. J. R. Baumgardner, A. A. Snelling, D. R. Humphreys, and S. A. Austin, “Measurable 14C in Fossilized Organic Materials: Confirming the Young Earth Creation-Flood Model,” in Proceedings of the Fifth International Conference on Creationism, ed. R.L. Ivey Jr. (Pittsburgh, Pennsylvania: Creation Science Fellowship, 2003), pp. 127–147. Back
  13. Ref. 11. Back
  14. J. R. Baumgardner, “14C Evidence for a Recent Global Flood and a Young Earth,” in Radioisotopes and the Age of the Earth: Results of a Young-Earth Creationist Research Initiative, eds. L. Vardiman, A. A. Snelling, and E. F. Chaffin (El Cajon, California: Institute for Creation Research, and Chino Valley, Arizona: Creation Research Society, 2005), pp. 587–630. Back
  15. D. B. DeYoung, Thousands . . . Not Billions: Challenging an Icon of Evolution, Questioning the Age of the Earth (Green Forest, Arkansas: Master Books, 2005), pp. 45–62. Back
  16. R. E. Taylor and J. Southon, “Use of Natural Diamonds to Monitor 14C AMS Instrument Backgrounds,” Nuclear Instruments and Methods in Physics Research B 259 (2007): 282–287. Back

por Andrew A. Snelling
8 de Dezembro de 2010


http://www.answersingenesis.org/articles/am/v6/n1/carbon-14





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Comentários

Por: GILBERTO PEREIRA DE SOUZA | 08Mai2014 16:16:46

PESQUISAS I DESCOBERTAS MINERIOS. É COISAS IMPORTANTE PRA BRASIL .OK;

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