Exoplanetas — Padrões imprevisíveis | 16Jul2011 13:00:15

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Se outras estrelas tivessem planetas, qual seria o seu aspecto? No passado, os astrónomos faziam previsões com base nos seus pressupostos evolucionistas. O que eles encontraram aponta, em vez disso, para a mão de um Criador poderoso.

Antes de 1992, os únicos planetas conhecidos eram os do nosso sistema solar. Há muito que os astrónomos suspeitavam que outras estrelas poderiam ter planetas a orbitar à sua volta, mas é praticamente impossível ver algo tão indistinto como um planeta mesmo com os nossos telescópios mais potentes.

O planeta tende a perder-se no brilho da estrela, pelo que aos astrónomos só restava especular sobre o aspecto que poderiam ter outros sistemas solares. Actualmente, novas técnicas estão a trazer à luz a verdade, que veio surpreender e desafiar os astrónomos seculares, confirmando, ao mesmo tempo, a criação bíblica.

Evidência indirecta de planetas distantes


Os astrónomos conceberam agora alguns métodos indirectos engenhosos para detectar planetas distantes, conhecidos como “planetas extra-solares” ou “exoplanetas.” Estas técnicas utilizam-se do facto de todos os planetas “puxarem” gravitacionalmente as estrelas que orbitam, fazendo com que as estrelas oscilem ligeiramente.

Mesmo que o planeta não possa ser visto directamente, podemos ver o seu efeito na estrela. Medindo precisamente de que forma a estrela oscila, os astrónomos conseguem deduzir a massa mínima do planeta que orbita à sua volta e muitos outros pormenores acerca da sua órbita.

Utilizando esta técnica (e outros métodos, também), os astrónomos descobriram agora mais de 500 planetas extra-solares (e a contagem continua)! Os progressos feitos neste domínio da astronomia são simplesmente espantosos, considerando que,  há vinte anos, não tínhamos conhecimento de um único exoplaneta confirmado.

Os primeiros exoplanetas confirmados foram descobertos em 1992. Esses três planetas orbitam em torno de um pulsar designado por PSR 1257+12. As características únicas do pulsar tornaram relativamente fácil detectar os efeitos dos planetas.

Pensa-se que um pulsar é o núcleo esmagado extremamente denso de uma estrela que explodiu. Não é maior do que uma cidade, mas tem uma massa maior do que o sol. (Uma colher de chá de material de um pulsar pesaria mais de mil milhões de toneladas!)

Em resultado do colapso da estrela, os pulsares têm campos magnéticos potentes que produzem feixes de ondas de rádio que parecem “pulsar” à medida que o pulsar roda. Uma vez que estes impulsos de rádio ocorrem a intervalos muito precisos, uma ligeira oscilação no pulsar é facilmente detectada.

Qualquer oscilação provoca uma alteração na frequência dos impulsos, que podemos medir com uma precisão muito elevada. É também possível detectar a oscilação de uma estrela ordinária, embora o método de detecção apresente mais desafios. Tal é feito medindo a alteração no deslocamento de Doppler da estrela.(1)

Júpiteres quentes — Um problema para a evolução


Os recém-descobertos planetas são espantosos, estranhos e, em muitos casos, um desafio para os cenários de formação naturalista. Consideremos o primeiro exoplaneta confirmado a orbitar uma estrela “normal”, descoberto em 1995.(2)

A estrela chama-se “51 Pegasi” e portanto o planeta tem o nome de “51 Pegasi b”.(3) O planeta tem pelo menos metade da massa de Júpiter, porém orbita 19 vezes mais perto da sua estrela do que a distância da terra ao sol. Com base na proximidade entre o planeta e a estrela, os astrónomos estimam que a temperatura da superfície do 51 Pegasi b é de cerca de 1200°C. Por este motivo, os astrónomos referem-se a este tipo infernal maciço de exoplaneta como um “Júpiter quente”.

A existência de um grande planeta gasoso tão perto da sua estrela foi um choque para os astrónomos seculares. Os modelos seculares de formação de planetas previam que outros sistemas solares seriam, na sua essência, como o nosso: com os pequenos planetas rochosos (como Vénus e a Terra) a orbitar relativamente perto das suas estrelas e os gigantescos planetas gasosos (como Júpiter) a orbitar muito mais longe.

Efectivamente, pensava-se que era praticamente impossível ter um gigante gasoso tão perto da estrela uma vez que, para os cenários seculares, os gigantes gasosos começam com núcleos de gelo, que não podem existir tão perto de uma estrela.(4) Por conseguinte, é interessante que logo o primeiro planeta descoberto a orbitar em torno de uma estrela de tipo solar desafiasse a previsão secular.

Uma vez que o 51 Pegasi b ia contra as previsões seculares, começou por ser considerado como uma anomalia. No entanto, desde então muitos outros “Júpiteres quentes” foram descobertos. De facto, foram descobertos muito mais Júpiteres quentes do que outro tipo de planeta.

Esta descoberta é pelo menos parcialmente explicada pelas limitações do método de detecção de planetas extra-solares. É muito mais fácil encontrar Júpiteres quentes do que planetas mais pequenos ou mais distantes.(5) Portanto, provavelmente ainda não foram descobertos muitos exoplanetas mais pequenos em órbitas maiores. Mesmo assim, só o facto de os Júpiteres quentes existirem já é um desafio para os modelos seculares. No entanto, é perfeitamente consistente com a diversidade criativa que esperamos do Senhor.

Órbitas excêntricas — Outro desafio

Outro aspecto dos exoplanetas que desafia os cenários seculares é a excentricidade das suas órbitas. A “excentricidade” descreve até que ponto as suas órbitas são elípticas. Os planetas do nosso sistema solar têm uma excentricidade muito baixa, o que significa que as suas órbitas são quase circulares. (Trata-se de uma característica de design, porque a vida na terra não seria possível se a nossa distância ao sol mudasse drásticamente.)

Os astrónomos seculares esperavam que outros sistemas estelares tivessem órbitas quase circulares como a nossa, uma vez que acreditam que os sistemas estelares se formaram a partir de nuvens gasosas em rotação. Porém, muitos exoplanetas têm órbitas que são bastante elípticas.

O Epsilon Eridani b é um exemplo. A excentricidade da terra é apenas de 1,67%, medida pela distância que a sua órbita se desvia de um círculo perfeito. Mas a excentricidade do Epsilon Eridani b — 70% — é mais de quarenta vezes superior à do nosso planeta. Alguns outros exoplanetas têm excentricidades ainda mais elevadas!

Embora os planetas extra-solares desafiem a compreensão secular do universo, eles são consistentes com a diversidade criativa do Senhor. Deus criou alguns tipos de sistemas estelares muito intrigantes e inesperados, que não encaixam nos compartimentos preconcebidos dos astrónomos sobre aquilo que é possível ou “provável”.

Por exemplo, o exoplaneta PSR B1620-26 b orbita em torno de duas estrelas “mortas” — um par binário composto por uma estrela anã branca e um pulsar.(6) Pelo menos um exoplaneta parece orbitar a sua estrela em movimento retrógrado (o que é bastante difícil de explicar em termos de cenários de formação seculares).(7)

E, contudo, por muito que tenhamos descoberto acerca dos planetas extra-solares, há muito mais que desconhecemos. Só alguns exoplanetas foram directamente fotografados (ver Figura 1) e mesmo estes mostram apenas um pequeno ponto de luz.

Portanto, ainda não sabemos qual é o aspecto de um exoplaneta em pormenor. A investigação sobre planetas fora do nosso sistema solar ainda está nos seus inícios. É excitante considerar as descobertas que nos aguardam nas próximas décadas e de que forma irão continuar a reflectir a glória de Deus.

Esperar o inesperado

Uma vez que a investigação sobre os planetas fora do nosso sistema solar ainda se encontra na sua fase inicial, há muito mais que desconhecemos. Só alguns planetas foram directamente representados por imagens e mesmo estes mostram apenas um pequeno ponto de luz. À medida que vamos descobrindo mais, os modelos seculares de formação dos planetas são desafiados. Ao mesmo tempo, a glória do Criador reflecte-se na variedade inesperada que encontramos.



JÚPITERES QUENTES Muitos dos planetas extra-solares descobertos são referidos como “Júpiteres quentes”. De acordo com a explicação naturalista, estes gigantes gasosos não se deviam ter formado tão perto das suas estrelas.


REPRESENTAÇÃO DA IMAGEM DE UM PLANETA (FIGURA 1) Fomalhaut b pertence a um punhado de exoplanetas cuja imagem foi directamente representada. Suspeita-se que o planeta tenha anéis devido ao seu brilho em comprimentos de onda visíveis.

Uma vez que não temos imagens de alta resolução de qualquer exoplaneta, só podemos fazer palpites sábios sobre o seu aspecto. Em certos casos, temos muito poucas informações. A investigação futura poderá lançar luz sobre esta interessante questão.


O Dr. Jason Lisle é doutorado em astrofísica pela Universidade do Colorado em Boulder e é um popular orador e investigador da Answers in Genesis – EUA. O Dr. Lisle utiliza os seus conhecimentos dos céus e a sua perspectiva bíblica para proclamar a obra de Deus nas suas prelecções, incluindo “Luz Distante das Estrelas” e “Astronomia da Criação.”


Notas de pé-de-página

1. Quando a luz de uma estrela é dividida por um prisma (ou outro instrumento semelhante) nos comprimentos de onda que a constituem, produz um arco-íris com linhas pretas finas, indicando os comprimentos de onda em falta. Isto chama-se um “espectro” e diz-nos muito sobre a composição e a temperatura da estrela. Se a estrela estiver a aproximar-se ou a afastar-se da terra, o seu espectro desloca-se de uma forma ou de outra; isto é o “efeito Doppler”. Uma alteração periódica no efeito Doppler indica que a estrela está a ser gravitacionalmente afectada por um planeta.
2. M. Mayor and D. Queloz, “A Jupiter-Mass Companion to a Solar-Type Star,” Nature 378 no. 6555 (1995): 355–359.
3. Os planetas extra-solares recebem sempre o nome da respectiva estrela, seguido de uma letra minúscula começando com b (uma vez que se considera a estrela como sendo “A”). As letras seguem a ordem da descoberta. Por conseguinte, se for descoberto outro planeta a orbitar a 51 Pegasi, receberá o nome de “51 Pegasi c”. Se dois ou mais planetas forem descobertos ao mesmo tempo, o seu nome será atribuído pela ordem de distância crescente à estrela. O nome não oficial deste planeta é “Bellerophon”.
4. A. P. Boss, “Proximity of Jupiter-Like Planets to Low-Mass Stars,” Science 267, no. 360 (1995).
5. Os planetas grandes fazem com que a sua estrela oscile de modo mais perceptível do que fariam os planetas mais pequenos. De forma idêntica, os planetas que orbitam mais perto da sua estrela provocam uma oscilação mais perceptível do que os planetas que orbitam afastados. Assim, os planetas grandes que orbitam perto das estrelas são os mais fáceis de detectar.
6. Este planeta encontra-se no enxame globular M4 e faz parte do vídeo Created Cosmos do autor.
7. “Distant Planet’s Orbit Rattles Theories,” L. A. Times, http://articles.latimes.com/2010/apr/14/science/la-sci-planets14-2010apr14.


8 Dez 2010, Jason Lisle

http://www.answersingenesis.org/articles/am/v6/n1/exoplanets






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Comentários

Por: luiz antônio faria | 15Nov2012 17:37:40

Gosto de todas publicações de criação de Deus ,designi inteligente. por isto gostaria de de seguir seus bloggers

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